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Notícias

25/09/2017

Parque Tecnológico completa cinco anos de fomento à ciência

O Parque Tecnológico da Bahia completa cinco anos em setembro com cases de sucesso. São 23 empresas residentes e incubadas, seis instituições de pesquisa e apoio do Sebrae. Com diversos negócios e pesquisas em desenvolvimento no espaço do Tecnocentro, o aniversário do Parque é marcado por ainda mais incentivo ao desenvolvimento científico, tecnológico e inovador nas áreas de biotecnologia e saúde, tecnologia da inovação e comunicação, e energias e engenharias.

Segundo o coordenador do Tecnocentro, Igor Galvão, o trabalho no Parque tende a se expandir com novos empreendimentos e oportunidades. “Ainda este ano, vamos lançar um novo edital para pelo menos mais 15 startups para a Áity Incubadora. Temos o LabSolar já em fase de implantação, que é o primeiro laboratório do Brasil de certificação de placas fotovoltaicas, além do LivingLab, o ‘laboratório vivo’, resultado de uma parceria da Ufba com o Instituto Fraunhofer, da Alemanha, que vai testar tecnologias no conceito de cidades inteligentes e deve ser inaugurado também até dezembro”, explica o coordenador.
Localizado em um área de 581 mil metros quadrados, o Parque Tecnológico funciona com o Tecnocentro e possui lotes públicos e privados disponíveis para empresas interessadas em se instalar no local. Espaço que cria o ecossistema ideal para o desenvolvimento do potencial tecnológico que a Bahia possui.
 
Áity Incubadora
Na incubadora do Parque, já são 14 empreendimentos de setores como saúde, tecnologia da informação e comunicação. É na Áity que empresas como a Sinergia Games, que já desenvolve jogos para o mercado, conseguem chegar mais longe. Para a sócia e diretora da Sinergia, Cristhyane Ribeiro, dividir o espaço com outros negócios voltados para tecnologia amplia as oportunidades.
“Chegamos em 2014 e, a partir disso, recebemos uma série de assistências diretas e indiretas que possibilitaram que desenvolvêssemos mais o negócio. Diretamente foram consultorias de marketing, desenvolvimento de negócios e planejamento estratégico, que enriqueceram nossa visão e como atuamos. Além disso, indiretamente, o Parque fortalece as parcerias em função de estar aqui no parque, formando uma rede de startups que colaboram entre si”, conta Cristhyane.
Foto: Elói Corrêa/GOVBA
A Maquin Soluções Inovadoras é uma das nove empresas residentes de base tecnológica
(Foto: Elói Corrêa/GOVBA)
Empresas residentes
Entre as nove empresas residentes de base tecnológica, estão empreendimentos como a Maquin Soluções Inovadoras, responsável pelo aplicativo Vigilante, um rede social para denúncia de problemas urbanos que está presente em diversos estados brasileiros. Para o diretor de negócios da Maqhin, Rafael Câmara, foi no Parque Tecnológico que o empreendimento encontrou o amadurecimento para os negócios.
“Estamos aqui desde 2012, como empresa incubada. Há um ano, nos graduamos e agora somos residentes. Sempre quisemos estar aqui pela própria marca do Parque, que é muito forte, e manter essa relação. Nunca pensamos em sair daqui pelo valor que essa marca agrega, além do networking que temos aqui com as instituições de fomento, com o ecossistema inovador e empreendedor, e do apoio que a Secti [Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação] traz para os negócios, de conexão com as instituições governamentais”, destaca o diretor da Maqhin.
 
Pesquisa
São seis instituições no setor de pesquisa, entre elas o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) do Instituto Gonçalo Moniz, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que desenvolve informações científicas para políticas e ações na área da saúde, através de dados de mais de 100 milhões de brasileiros, em uma base única.
Para a vice-coordenadora do Cidacs, Maria Yury Ichihara, o ambiente do Parque favorece a produção de ciência. “Temos a tranquilidade de estar junto da natureza, junto de outras áreas de desenvolvimento tecnológico, como, por exemplo, a Fraunhofer, que trabalha junto com a Universidade Federal da Bahia, e com a possibilidade de interagir com outras empresas que aqui estão alocadas”, afirma a vice-coordenadora.
Repórter: Anna Larissa Falcão / SECOM-BA